O MUNDO DESABOU
Estava fazendo
uma “boquinha” no meio da tarde, com sombra e água fresca, quando literalmente
veio abaixo o mundo!
Bom, vamos
explicar tudo na minha perspectiva, de uma galinha d’angola.
Eram umas 15
horas, pelo horário oficial de Brasília e fugindo do sol forte, ciscava embaixo
do coqueiro. Acompanhada do galinho d’angola, de mais 3 robustas galinhas e um
enorme galo. Estávamos amistosamente dividindo as minhocas e sementinhas
retiradas da horta. Mais adiante duas rãs brincavam na água de uma bacia
improvisada de laguinho e os canarinhos da terra vigiavam nossos movimentos de
cima da goiabeira.
Querem coisa
mais bucólica?
Pois é, nada
prenunciava a catástrofe que se aproximava. Brisa fresca de início de outono (se
é que existe outono nesta terra de Saquarema), céu de um azul maravilhoso,
muitos bichinhos estimulando o paladar... um ou outro canto do galo “dono do
terreiro” e a gente ali, “de boa”, curtindo a tarde.
Eis que subitamente
a caiu o mundo!!!
Um barulhão,
poeira e galhos indo ao chão e nós galináceos enlouquecidos correndo e nos
trombando na maior algazarra, cacarejando e piando numa balbúrdia que assustou
os moradores da casa. Aí o corre-corre foi dos humanos, querendo avaliar o que
estava acontecendo e quantos mortos e feridos restavam no quintal. Bem feridos,
feridos nenhum, mas com certeza meu coraçãozinho nunca mais será o mesmo, tá
fraco, fraco fraco...
Por fim ...
a prova do fim do mundo! Um cacho de cocos enooooormes caído no chão!
Maria Lúcia Futuro
Mühlbauer
Escreve às segundas feiras

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