LETARGIA
E foi com uma força na voz que chegou a assustar: Já passou
da hora de você desmorrer.
E eu com meus botões fiquei imaginando o que seria isto...
morrer -falecer... desmorrer teria este sentido de desfalecer? Desvanecer? IX! O
que isto seria então?
E com mais força e
ênfase falou mais alto: Não vai
desmorrer não!
Aí me assustei e deixei de pensar o que seria desmorrer.
Quem ousava me falar assim?! Na mesma
hora me dei conta que estava só! Era eu falando comigo!!!
Minha nossa!!! Enlouqueci!
Grito comigo e ainda falo algo que não entendo o que eu digo!!! Loucura
desvairada!
E pior! Continua bradando numa voz cheia de autoridade:
desmorre! AGORA! E eu sem saber como desmorrer! Você vive morto, é isto! Sem
vida, sem vibração, sem energia, sem humor, sem, sem sem sem...
Caí em mim e me respondi, rindo de mim mesmo, era verdade,
estava na forma empurrando com a barriga cada dia, morto sem alegria e
propósito, num humor corrosivo. Ri,
literalmente Cai de mim e em mim! Eu dentro de mim me rebelando, me cobrando,
me repreendendo. Não desfaleci, nem desmaiei, nem descartei a loucura. Abri a
porta e fui pular amarelinha no quintal organizando movimentos e propoósitos
pulando no caminho que leva ao Céu!

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