AGORA IA SER DURO
Já estava acordada faziam 48 horas, metade
trabalhando fora, mais 8 horas de faxina, quase 5 de viagem e o resto de
espera. Quem conseguiria manter-se aceso no retorno para casa? Com certeza ia
acabar dormindo no sacolejo da volta.
Será que a mãe se perdeu? Já faz tempo que
devia ter chegado.
E ela já havia ligado para os irmãos que
colocaram a velha no avião em S. Paulo. Disseram que o acompanhante estaria com
ela. Voltou ao balcão da companhia,
afinal alguém devia estar sabendo algo, o comissário encarregado de acompanhar
desde o embarque. Pela quarta vez não tinham nenhuma notícia. O nervoso
aumentava o cansaço.
Deu para abordar quem saia perguntando se
viram uma senhora vestida de preto e com uma imensa bolsa laranja. Nenhuma
resposta positiva. Por fim começou a chamar a atenção dos seguranças, viagens
domésticas não podiam ser tão complicadas, alguém tinha que achar a senhora sua
mãe!! Nervoso de um lado e da parte dos irmãos.
Já estava aos prantos quando um funcionário do
aeroporto se compadeceu e foi dar uma busca. Voltou meia hora depois com a tal
velhinha vestida de preto com uma bolsa laranja e uma enorme mala .... Só mamãe
mesmo!
E então
veio a explicação. Foi ao banheiro e ao sair não fez questão de seguir a
acompanhante, seguiu o fluxo para a sala de bagagens e esperou que sua mala
chegasse. E a mala não chegou. O funcionário acrescentou que ela estava nos
bancos laterais de espera e por fim, como não recolheu a mala, alguém retirou da esteira e colocou ao lado. Ao
buscar a senhorinha, ele deu uma olhada e achou a mala esperando para ser
recolhida... A senhora reconheceu e puderam sair.
Como
assim a mala não foi ao encontro da velhinha? E.. driblar acompanhante... foi
realmente um sucesso.
Enxutas
as lágrimas, ligou para acalmar os irmãos que acabaram dando boas risadas... Só
a sua velha mesmo....
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