Tomo a liberdade de reproduzir o texto da Luciana Schieck Batista, jovem
médica que atualmente atua em programa de Medicina de Família em Jericoacoara.
Ao ler esta postagem nas redes sociais percebi a sintonia desta filha de
colega, criada no meio dos frascos e conceitos da Homeopatia com tudo de bom
que a medicina pode ser. O olhar includente, a criatividade (que com certeza
vive se manifesta na sua linda voz cantada)
transformam consultas em contatos interpessoais afetuosos. Lá vai:
“Tenho uma técnica mais ou menos infalível de examinar crianças dos 4
aos 7. Desenvolvi ao longo desses poucos anos de medicina de família. Converso
um pouco com o adulto e com eles, assuntos do mundo deles misturados com as
demandas da consulta. E depois, os chamo pra perto de mim, em vez de me
direcionar a eles. Rompido o lacre do medo do desconhecido, afinal ir ao médico
boa coisa não costuma ser, eles se rendem e dali, caso precise os deito na
maca.
Hoje fiz com um bem menor, 2 anos e meio e como costumamos dizer por
aqui, deu certo. Examinei o necessário sem um drama ou conflito.
Seguimos as explicações e demandas finais, agora já um papo adulto com
mãe e avó, volta ele pro meu lado da mesa, me abraça pela minha cintura- que é
a altura dele- e fala “obligaaaaado”. E fica. Abraçado com a cabeça encostada
em mim. Um bom tempo.
Obrigada você, pequeno.
Num dia fantasmagórico de trabalho, de um mundo de tristezas infinitas
advindas do mundo adulto, de repente tudo faz sentido.
Porque só o amor faz sentido.
E vamos ao amanhã.
#lutempelosus
#medicinadefamiliaecomunidade”
Não digo mais nada não!
Maria
Lúcia Futuro Mühlbauer Escreve
às segundas feiras
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