DE BRINCAR E
BRINCADEIRAS
Às vezes dou asas ao meu brincar
pessoal e saio escrevendo uns livros infantis... Muito mais para me divertir do
que qualquer coisa. Antes de ser mãe contava casos e repetia textos de peças de
teatro ou dos disquinhos de história da
época de criança. Depois as crianças da
minha casa me pedia insistentemente que tornasse a contar “aqueeela” história,
de como nasceram ou de uma viagem, feita, uma acampamento ou as escatológicas
histórias de vômitos e acidentes esfincterianos comuns na infância e que eram motivo de muitos risos
(para eles, que os adultos lembravam da limpeza necessária do momento
seguinte).
Passei a registrar em recorte e
colagem os miolos das histórias para lembrar ao repetir. Depois passei a fase de ter que repetir e
comecei a inventar outras, e confesso que o divertimento viciou. Agora volta e meia escrevo umas bobagens e
rio de mim mesma ao publicar.
Foi assim que o MEU ilustrados desde pequenininho entrou na
minha vida de autora. Enrico topou
entrar na dança de ilustrar um livro sobre brincadeiras, que fala de pular
corda, de Passar anel, Jogar pedrinhas,
Pular Amarelinha...
Enrico foi colega de escola dos
meus filhos e frequentou a casa como o bando de amigos sempre fez, para minha
alegria e a do meu lar, que é
reconhecido a bocas pequenas, como “uma casa de grande rotatividade”. Sim, uma
casa que abrigou times inteiros de handbol, grupos de teatro, corais, grupos de
trabalho escolares, amigos de filhos que acabaram ficando e morando conosco
meses, atletas que se hospedaram para assistir os jogos nas olimpíadas, amigas
de todo mundo que trabalham com amamentação
e por aí vai. Creio que esta intimidade o fez traduzir alegremente o
brincar rítmico do livro. E foi um divertimento publicá-lo.

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