Maria Amélia Mano
Entre
Anatomia e Histologia, novos estudantes de Medicina fizeram exercício de
narrativa de cinco minutos: oferecer lugar especial a alguém especial, em dia
especial. Poucos se animaram a ler em voz alta sobre tempos e encantamentos de
ajudar a viver, insistir nesse ofício inicial árduo de aprender humanidade.
Um quase
menino falou do pôr do sol no Guaíba. Leu nervoso, envergonhado, emocionado. Sorriu
e confessou: queria tanto falar disso! Era necessário, era preciso. Alívio pra
quem leu e escutou. Cotidiano, simples, imensurável.
Dei ao
menino o livro azul, esse que foi, que é: desabafo poético sincero de meninos e
meninas. Refúgio e reencontro. Sentido de pôr de sol. Cuidado.
Nova apresentação minha da última edição do nosso Livro Azul
Homenagem ao início do ano letivo, meu segundo ano como docente da UFCSPA
Foto: Julio Wong

Amelia, acho que essa foto é minha, não tenho certeza não, mas quase.
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