ARQUEOLOGIA
Limpando
meu computador dei de cara com um trabalho que fizemos no grupo de fisioterapia
em agosto de 2010!!! E eu lembrava lá de ter preparado esta atividade? Primeiro
ri de não ter memória do fato, depois fiquei imaginando que nosso grupo já
tinha uma atenção voltada para assuntos interessantes. O título do trabalho?
ATP Conversa sobre ética... E fui lendo e tentando lembrar como se desenrolou,
as coisas físicas que fizeram a conversa acontecer, o desenho inicial coletivo,
as cores, o risinho frouxo inicial que desenhar levantou... e a impressão que o
desenho causou em uma palavra... como o corpo se punha diante deste pequeno
desafio, que postura escolhia, e que relações corporais e percepções isto
levantava...
Num
segundo momento o grupo fez a leitura das nossas posturas, e o quanto isto se
parecia com o ser humano não encarcerado na civilização, tribal, mesmo. Passamos
a fazer movimentos que o corpo pedia, e foram batidas de pé ritmadas como uma
dança “terrena” radical, de raiz mesmo.
Este
quadro que experimentamos nos levou a questionar em nós que valores trazíamos
para partilhar no grupo e foi interessante a questão mais evidente entre os nós:
o não acúmulo. Como assim, depois de uma rodada de desenhos toscos, palavras
simples e gestos básicos aparece um tópico de não acúmulo?
Uma
rodada de frases e apareceu a sensação de ser caminhante, nômade, de não ter
como carregar muita coisa e a partir desta frase dita por um de nós passamos a
falar mais especificamente do ter mais do que é preciso, ter mais tarefas do
que se dá conta, ter mais bens que o que se utiliza, ter mais o que fazer e ter
que do que é saudável... e que a ética tem que começar dentro da nossa vida,
falar que é importante partilhar, não usar o próximo como objeto de consumo, de
ter olhos para a necessidades alheias passa pelo respeito interno conosco de olhar
o que é necessário realmente (desde comida, exercício, descanso e prazeres) até
o que é para ser compartilhado, feito em cooperação e também descartado.

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