06 abril 2020

GEMELARES

Imagem colhida na internet

GEMELARES


Foi meio que uma promessa... Quando souberam da gravidez toda a família se alvoroçou! Estavam juntos fazia bem uns 15 anos e já haviam casado pra mais de 8 anos atrás..
No começo era bom evitar, pra firmar a vida, firmar o casamento, fazer um pouco de carreira antes de formar família. O tempo passou e passou o tempo de pressão... já ninguém perguntava e quando a barriga apareceu foi realmente um Alvoroço! 
As avós queria dizer o nome, fazer enxoval, os avôs resolveram arrumar e  pintar o berço e fazer obra no quarto e...
Os pais estavam como todo casal mais experiente, deixando correr solto o entusiasmo dos velhos enquanto se adaptavam à nova condição de paternidade e maternidade. E no meio deste caminhar... escutaram dois coraçõezinhos na consulta de 5 meses. Ultrassom! Ainda meio novidade na época, e confirmação de dois bebês em uma placenta! Entre o susto e a corrida uma festa familiar! Agora as avós,  ambas Marias, se alvoroçaram mais ainda pra ver roupinhas e uma lista de nomes. Disputavam ... para ver qual teria a sugestão acatada... e quantos sapatinhos fariam e tudo em branco, amarelo e verde água pra dar pra menino ou menina. Ninguém descobriu de onde saiu outro bercinho e um carrinho com dois lugares.
Tudo correndo bem e o casal se acomodando à invasão de privacidade,  pois depois toda ajuda seria importante. D Maria Casemira, mãe da Ana, comentava com o marido Eder que a barriga da filha parecia que ia explodir a qualquer hora,  Maria Adelaide, mãe do Edson, confessava ao marido o desejo de se mudar pra casa do filho pra ver se iam cuidar bem das crianças. 
O casal sabiamente não comunicou a ninguém a ida para maternidade e quando amanheceu o dia já com as crianças nascidas escolheram deixar que os avos descobrissem depois do  almoço.
Nem eram 14:00 e os quatro estavam na porta da enfermaria de olhos arregalados e corações pulsando de alegria: duas pequeninas carecas esperavam por eles!
Qual o nome? E como registrar?  “Amanhà” os avôs vão como testemunhas e...
Na volta do cartório as certidões estavam lá Maria Ednira e Maria Aldmira.
E  elas aprenderam a atender juntas a qualquer chamado de “Maria” (que a bisa só chamava assim) ou de Nira e Mira pois era difícil distinguir num grito qual foi a “gritada”!!

Maria Lúcia Futuro Mühlbauer

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