A COR
ESCOLHIDA OU O ACASO DA COR
São muitos os anos da casa naquela cor, mais fácil
de manter a pintura, a cor é alegre e cai bem com a família, o pintor gosta e
faz os reparos contente...
Primeiro se pensou em branco, e foi um tempo assim
mas sujava muito mais facilmente, na verdade evidenciava mais os sujos dedinhos
infantis, as patas das cachorras, as marcas de bolas sujas chutadas e chamava
os lápis cera coloridos veementemente.
Nos anos posteriores, foi mudando de cor nos tons
amarelados e acabou ficando um amarelo forte com algumas paredes mais cor de
terra para contrastar.
Com o tempo se descobriu que um tom de amarelo
disfarça bem os dedinhos sujos e as artes caninas, que o amarelo pode até combinar
com as pinturas de guache (que não saem nem do chão nem das paredes nem da
roupa) sim de guache azul celeste dos vasos do jardim ( decorados por um grupo
de crianças criativas e cooperadoras na decoração da residência familiar.
E o Amarelo
das paredes podem refletir o tom quente de acolhimento de toda a
fanfarra de vizinhos , netos e amigos dos filhos , agregados e filhos que
voltam sempre que podem para o “lar doce lar”.
Atualmente nem se pensa em alterar as cores das
paredes externas. Parece que as coisas que podem mudar se acomodaram na
maturidade da casa e combinam com algumas coisas dos arredores. E depois que uma flor resolveu assumir o
controle, harmonizou cores e espaços até dentro das gentes.
Maria Lúcia Futuro Mühlbauer

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