Deu de rezar que a coisa estava feia. Foi
terço, ladainha, reza da TV, prece de youtube, roda de oração, cantoria...
muita coisa desafinada na natureza, muita balbúrdia e ela nem sabia lidar com o
caos ao seu redor nem viver em descontrole de si e do seu pedaço.
Foram dias, semanas, meses nesta maratona
de preces sem fim e sem ver resultados
até que se acalmou, caiu literalmente em si, de joelhos e deixou de lado
as preces pedidos. Sua angústia não deixava ver o que fazia de bem e o próprio
Bem que havia ao seu redor.
Tinha parado de olhar ao seu redor. E de
tanta angústia foi ao posto de saúde pois achou que estava com problemas no
coração, tamanha era a dor no peito. No caminho olhou pela janela do ônibus e
se deparou com o sol.. o mar.. a vida.
Entrou em nova rodada de preces,
terços, ladainhas, mas para agradecer e bendizer a natureza e a beleza que ia
além do seu cos interno. Até achou que o que considerava feio e caótico era
como escolhia olhar e que ter sido pega pela beleza foi a reorganização de si..
Riu, parecia loucura, né? De quebra ficou afinada com a vida e afiada nas orações.
Maria Lúcia Futuro Mühlbauer
Escreve às segundas feiras
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