Maria Amélia Mano
Seremos amores impossíveis
na cidade em pandemia
Madrugada sem palavras
Vidas tantas perdidas
criando solidão perdoada,
sombras no poema que pergunta
Choramos sonho que não parimos,
nuvens em estrelas prometidas
em história antes partilhada
Na cidade parida,
madrugada sem perguntas
Vidas tantas partilhadas
criando solidão prometida
Seremos amores na pandemia,
sombras do poema perdido
Choramos sonho impossível,
nuvens em estrelas perdoadas
em história antes palavra
Na cidade prometida,
madrugada sem pandemia
Vidas tantas que perguntam
criando solidão em palavras,
sombras no poema que parimos
Choramos sonho partilhado,
nuvens em estrelas impossíveis
Em história antes perdida,
seremos amores perdoados
Texto parte da coletânea em homenagem a Vinícius de Moraes: Horas Íntimas.
Organização: Rubem Penz
Bordado: Cristiane Tavares
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