NA PACIÊNCIA
E não é que foi parar
na casa da prima que não gostava muito de pressa? Então... convidada para o fim
de semana, inaugurou a tarde da chegada catando feijão na mesa da cozinha.
Algumas pedras, que a colheita foi manual, algumas folhas e restos da vagem, e
muita conversa “jogada fora”.
No sábado cedo deram uma volta no terreiro em busca de galhos
finos pra acender o fogão, pegaram os restos de uma árvore caída e foram
iniciar os trabalhos. Pão torradinho na chapa, café feito no primeiro fogo, e a
panela do feijão que dormiu de molho na primeira boca. Umas 3 horas pra
aprontar...
Enquanto se espera, lava-se a louça do café, colhem-se
folhagens e legumes na horta, deixa-se o arroz pronto pra ir pro fogão e
temperam-se os cogumelos. Alguém deu a
idéia de uma farofa de cebolas, e tasca de cortar cebolas e alhos pra o
tempero. Pra as 4 pessoas presentes foram três cebolas bem grandes pra ficar
uma farofa gostosa.
Feito isto, é jogar conversa fora outra vez, sentada perto do
fogão à lenha enquanto a comida vai sendo preparada lentamente. Paciência para
cozinhar devagarinho saboreando o cheiro
da lenha, os ruídos, o calor. Na verdade, a pressa desaparece no ar... o pulso
baixa a freqüência, a conversa se entremeia de risos, o mundo fica em paz.
Benditos lentos momentos de desaceleração. Ah, será que
conseguiria retomar a correria na segunda feira?
Maria Lúcia Futuro Mühlbauer
Escreve às segundas feiras

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